Calores de quarenta e cinco graus e sensação térmica de cinquenta, tempestades, raios, inundações, estupro à natureza e contrabando de madeira e animais silvestres, roubalheira de dinheiro público, impunidade, políticos crapulosos, carência de saúde, de educação, de segurança, de habitação, cracolândias por toda parte, violenta falta de educação no trânsito, desemprego, baixos salários... Ainda bem que o Brasil é um país abençoado por Deus.Não quero imaginar como seria se não fosse.
Barão da Mata
Um espaço essencialmente irônico, humorístico, sarcástico, que lança um olhar crítico e analítico sobre os momentos e acontecimentos do Brasil e do mundo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
VERSÃO BRASILEIRA... 3
ACABOU CHORARE
Em 1972, os Novos Baianos conceberam "Acabou Chorare", um marco na história da indústria fonográfica. O álbum alcançou sucesso estrondoso na época de seu lançamento e permanece até hoje, mais de 40 anos depois, como um dos mais importantes e influentes registros musicais da música popular brasileira.
Dentre os grandes sucessos que recheiam o disco (Preta, Pretinha, A Menina Dança, Brasil, Pandeiro, dentre outros) se esconde a faixa título. Acabou Chorare é uma canção diferente, que explode baixinho, totalmente influenciada pela discrição vocal de João Gilberto (um dos mentores de todo o o álbum), quase como um lamento, soprado em meio à batida meio bossanova, que ganhou um leve gingado, ainda mais baiano do que o próprio João Gilberto.
Esta música ilustra bem a toda a versatilidade impressa na música dos Novos Baianos. Ela não traz as guitarras de Pepeu Gomes, ao estilo Jimi Hendrix, nem o inconfundível timbre feminino de Baby Consuelo. Mas ainda assim é uma canção surpreendente, digna de figurar, e porque não dar nome a este álbum genial.
Trazemos aqui, duas versões. A original, com os Novos baianos e outra, por Arnaldo Antunes. Mas, por favor, dê um jeito de escutar o disco inteiro.
Leônidas Falcão
Leônidas Falcão
domingo, 24 de fevereiro de 2013
HERCULANO ÉBRIO E AS ELEIÇÕES PRA PRESIDENTE
Um dia desses encontramos o Herculano Ébrio num desses bares da vida, e lia ele o destaque de um jornal que dizia que o Lula já lançara a candidatura da Dilma à reeleição e o Aécio já começava a trocar farpas com eles. Vendo o interesse do nosso homem pelas eleições, ficamos curiosos sobre em quem votara no passado:
- Herculano, em quem você votou em 2006 pra presidente:?
Nosso amigo levou a mão ao peito, num gesto de bebum, e respondeu com a voz já embolada da embriaguez:
- Olha, eu confesso a vocês que, depois de mensalão e tudo, eu votei no Lula.
- No Lula??
Ele deu de ombros:
- Pois é, eu tava bêbado...
- Por que não no Serra? - perguntamos.
- Eu disse bêbado, não desmemoriado. Acaso vocês não ouviram falar da política recessiva do FH, que o Serra sempre defendeu?
Concordamos, sobretudo porque também não votamos nem votaríamos no Serra pelos motivos colocados pelo nossos amigo.
- E em 2010? Votou em quem?
- Na Dilma.
- Na Dilma??
- Pois é. Na Dilma. Sabe como é... eu vivo bêbado.
- E agora, Herculano? Vai repetir o voto na Dilma?
- Eu disse que sou bêbado, não burro...! - e respondeu num tom meio de discurso.
- Ah! Então vai votar no Aécio!
- Olha, eu disse bêbado, não desinformado.- agora ele falou com indignação.
Consideramos sobre as eternas mancadas que o eleitorado brasileiro vem cometendo, e aí o nosso amigo levantou um braço e disse antes de deixar a cabeça cair sobre a mesa:
- Ah(!), vocês não perceberam?? Aqui no Brasil a galera só vota bêbada!
Barão da Mata e Leônidas Falcão
sábado, 23 de fevereiro de 2013
SOBRE SER UM BRAGA
Durante muito tempo os homens de minha família tiveram fama ( e orgulho) de serem vistos como mulherengos. Mas ninguém dizia se as mulheres eram vistas como pessoas dadas a colecionar namorados, talvez porque, como disse uma vez o Chico Anysio, todo pai se orgulha dos filhos fogosos: "Meu filho come essa, come aquela", mas nenhum deles tem a honestidade de dizer:"Minha filha dá pra todo mundo, é a alegria da rua."
Mas o fato é que um meu sobrinho, por volta de 2008, criou no Orkut uma comunidade chamada "Eu Sou Um Braga", e eu tracei o perfil dos homens da família com uma paródia dessa fama das pessoas do sexo masculino, da família, um texto mais ou menos assim:
Tá pensando o quê, ó cara!? Braga que é Braga tem que ser MAAACHO! Dar com os colhões na ponta da mesa e nem gemer: ainda sorrir de leve. Braga que é Braga já nasce passando a mão na bunda da enfermeira. E tem mais: ainda enche de porradas o engraçadinho do médico que lhe dá aquela palmadinha na hora do nascimento.
E outra coisa: não vem, não, com esse negócio de que não se deve cobiçar a mulher do próximo, porque a Palavra é bem clara: "a mulher do próximo"! Do próximo! Não a mulher do distante. Ou seja, se o marido vai à esquina ou dá bobeira, é obrigação de um Braga passar uma bela cantada na moça, e ai dele se receber um não! Tem que se punir partindo pra autoflagelação: assistir ao programa inteirinho do Faustão. E mais uma: todo Braga tem o direito de pegar a mulher de quem bem entender, porque não tem culpa de ser casada a hipotética moça por quem venha a se interessar no futuro. E não fica só nisso: Braga que só tem uma mulher é considerado bundão e, como já disse um sobrinho meu, Braga do Paraguai.
E o principal: todo Braga que se preza faz um risquinho no guarda-roupas cada vez em que pega uma mulher; e é obrigado a trocá-lo todo santo ano por não ter mais espaço pra riscar. Sem contar que mulher de Braga não sai de casa, não vê televisão, não ouve rádio e ainda usa burca, pra não ser contaminada por essa liberalidade de ideias que tem por aí. Dedica-se unicamente e absolutamente ao marido, que fica chateado, mas nada pode fazer se a instalação elétrica ou hidráulica da casa vive dando defeito e, na urgência e falta de um bom profissional, sempre que chega do bar encontra o mesmo vizinho consertando o chuveiro ou mexendo no interruptor do quarto do casal. Ruim é que esses tais vizinhos sobem na cama pra trocar a lâmpada e a deixam toda desarrumada.
É isso aí, bragada! O lema dos Braga é como o lema de um escoteiro: sempre alerta e de olho na bunda da mulher alheia!
Barão da Mata
ASSÉDIO NO SOFÁ
- Sua mãe já deu boa-noite. Agora só estamos nós dois aqui no sofá...
- É, mas fica pra lá, não e não se aproxima.
- Você não vai me dar nem um beijinho?
- Nem na testa!
- Mas por que não...?
- Não finja que não entende as coisas. Deixei bem claro que a gente não se namora mais, nossa relação é de pura amizade, nada mais.
- Não seja cruel...
- Não é crueldade. É uma questão de respeito às coisas que nós próprios estabelecemos.
- Você não relaxa...
- Relaxo, sim, só não deixo de cumprir as coisas que combino.
- Mas...
- Mas nada! Eu tenho palavra. Pensei que você também tivesse.
- Não é isso, é que eu me deu uma vontade...
- Guarde seus ímpetos pra lá. Nós combinamos e assim vai ser: amigos, amigos!
- Mas você nem pode ceder de vez em quando, deixar rolar...
- Nunca! Repito: amigos, amigos!
- Você é muito difícil.
- Não sou eu que sou difícil. você é que não tem palavra. Mas eu tenho.
- Você assim me ofende...
- E quantas vezes você já me ofendeu?
- E aí você guardou rancor.
- Tanto não guardei, que mantivemos a amizade depois de romper o relacionamento.
- Ah, deixa de ser racional e me dá um beijinho, um beijinho só...!
- Me larga! Me larga!! Senão eu grito, eu faço um escândalo!
- Você me empurrou, machucou minha boca.
- Ninguém mandou você querer me forçar.
- Sabe de uma coisa? Acho que não tô agradando...
- E hoje não tá mesmo.
- Vou embora.
- Pode ir.
- Posso voltar amanhã.
- Se quiser, pode.
- Eu quero.
- Tá bom. Então, até amanhã, Tiago.
- Tá legal. Até amanhã, Maurício.
Barão da Mata
- É, mas fica pra lá, não e não se aproxima.
- Você não vai me dar nem um beijinho?
- Nem na testa!
- Mas por que não...?
- Não finja que não entende as coisas. Deixei bem claro que a gente não se namora mais, nossa relação é de pura amizade, nada mais.
- Não seja cruel...
- Não é crueldade. É uma questão de respeito às coisas que nós próprios estabelecemos.
- Você não relaxa...
- Relaxo, sim, só não deixo de cumprir as coisas que combino.
- Mas...
- Mas nada! Eu tenho palavra. Pensei que você também tivesse.
- Não é isso, é que eu me deu uma vontade...
- Guarde seus ímpetos pra lá. Nós combinamos e assim vai ser: amigos, amigos!
- Mas você nem pode ceder de vez em quando, deixar rolar...
- Nunca! Repito: amigos, amigos!
- Você é muito difícil.
- Não sou eu que sou difícil. você é que não tem palavra. Mas eu tenho.
- Você assim me ofende...
- E quantas vezes você já me ofendeu?
- E aí você guardou rancor.
- Tanto não guardei, que mantivemos a amizade depois de romper o relacionamento.
- Ah, deixa de ser racional e me dá um beijinho, um beijinho só...!
- Me larga! Me larga!! Senão eu grito, eu faço um escândalo!
- Você me empurrou, machucou minha boca.
- Ninguém mandou você querer me forçar.
- Sabe de uma coisa? Acho que não tô agradando...
- E hoje não tá mesmo.
- Vou embora.
- Pode ir.
- Posso voltar amanhã.
- Se quiser, pode.
- Eu quero.
- Tá bom. Então, até amanhã, Tiago.
- Tá legal. Até amanhã, Maurício.
Barão da Mata
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