domingo, 9 de agosto de 2015

A SOLUÇÃO PARA OS 71% DE DESAPROVAÇÃO DA DILMA

Nestes dias tensos de baixíssima popularidade que Dilma tem  vivido,  tudo vem sendo feito pra tentar reverter o quadro.   Primeiro chamaram o "milagreiro" João Santana.  O marqueteiro falou, falou, aconselhou, mas não fez subir a aprovação nem um pouco.  Não é à toa que digo que uma possível ditadura petista seria pior do que a militar, porque no tempo do regime o bruxo era o Golbery, tido por todos como gênio do mal, enquanto os pajés maligno  hoje são o citado publicitário de nossa "amada" presidente e o "grande" Lula.  Faz parte do declínio cultural que o país vem vivendo.
Mal-sucedido o mágico do partido, numa reunião com  assessores e aduladores, a sra. Roussef baixou a fronte, levou a mão à testa e  balançou a cabeça pros lados:
- Meu Deus, não sobe de jeito nenhum...
Foi quando o Vagner Freitas, presidente da CUT, que passava no momento e não ouvira direito, tentou dar a sua costumeira puxadinha de saco:
- Ah, Excelência, o Viagra é um excelente remédio...
A mulher virou-se pra ele no mesmo momento, os olhos fuzilantes:
- P####, Vagner, sai daqui!!! Quando não tiver o que falar, não diz m####! Tu sabe do que a gente tá falando?!!! E desde quando tu já viu mulher tomar Viagra?!!!!!
Tempos depois o Lula, o "alquimista", o "mestre dos magos",  entrou em campo, boquirroto, todo senhor de si, utilizando uma metáfora desportiva ligada à sua condição de corintiano:
- Efa pro Curingão é mole... ("efa" é "essa" na língua presa dele)
Não foi.  
- Cacete, Lula! Tu veio pra me ajudar ou pra ajudar a me derrubar?
Recorreu à Globo e às suas celebridades: Ana Maria Braga, Jô Soares... e aos artistas: Chico Buarque, Giblerto Gil, Marieta Severo,e o índice caiu pra 9%.
- Também esses artistas não servem pra p#### nenhuma. - teria comentado a chefe do Executivo num de seus inúmeros momentos de mau-humor.
Num dos encontros de bastidores no Plantalto com o pessoal da Globo, a Cristiana Lobo, puxa-saco de primeria fila, tê-la-ia chamado a um canto e sussurrado, o olhar consternado de compaixão:
- Dilma, minha querida, isso que você tá passando tá parecendo coisa feita.  Eu sofro só de ver teu sofrimento, minha amiga. Eu conheço um pai-de-santo daqui da periferia de Brasília que é tudo de bom, minha filha. Tira encosto, vodu, coisa feita em encruzilhada ou em cemitério, mau-olhado, quebrando, bicho-pé, caminho fechado, pentelho encravado... Ele é bom demais.
Entre rendida e incrédula, a gestora teria tentado argumentar:
- Mas Cristiana, você sabe que eu não creio em nada...
- Ah, amiga! Mas nessas horas a gente tem de recorrer a tudo!
A presidente pensou, pensou.., pensou, deu um estalo de decisão:
Convencida, Dilma teria procurado, em vez do místico indicado,  o Jair de Ogun, este,  jogado os búzios e sentenciado:
- Muito complicado o caso de V.Excia..  Tô vendo os caminhos todos fechados.  - e apontou para uma conchinha: - Por este búzio aqui, o problema é bloqueio mental grave da senhora.
Não contente, recorreu a mulher ao pai Toninho de Xangô, este incorporou uma entidade e deu a solução do problema:
- Hummmmm... Tá tudo ruim com zifia e com a terra grandada que zifia comanda.  Sucê vai fazer o seguinte: zidispacha um ramo de flores brancas com açúcar na encruziada, renunxia de xer mandadora dexa terra zigrandada e exa gente toda vai gostar muito e xer muito agradexida a sucê.
Dilma saiu de lá sem dizer palavra,  foi resmungando pelo caminho:
- Que pai-de-santo que nada! Droga!
Foi quando o Joaquim Levy disse com sua fala meio fricativa: 
- Nexes cajos não xe pode bobear, prejidenta. Xou evangélico e xugiro à senhora que procure um pastor.
Fragilizada e desorientada, a mulher foi logo em busca do "santo mestre" Edyr Macedo - tão acostumado a brigar com o Diabo -,  que juntou quatrocentos outros "santos" pastores e bradou:
- Não adianta, Satanás!!! Você não vai ficar fechando os caminhos dessa filha de Deus!!!!  Não adianta, Satanás!!!!  Eu te repreendo e determino: desencosta agora dessa filha!!!!!!! Em nome de Jesus!!!!!!!  em nome de Jesus!!!!!!!!!!
Sentindo-se aliviada, ainda assim a política, com o fito de reforçar o tratamento, procurou o não menos "santo" Valdemiro Fonseca, que fechou os olhos e vociferou com sua fala rústica:
- Ói, eu tô tendo agora uma revelação muito importante: o Senhor Jesus cochichou aqui no meu ouvido que essa senhora tá livre de todo  o mal da rejeição popular.  Graças a Deus!  Aleluia, Senhor!!!!  - e cobrava da assistência: - Aleluia, cambada, aleluia!!!!!!
E a turba repetia:
- Aleluia!!!!!!!
Ao chegar ao Alvorada,  S. Excia. , exaurida e despenteada, sentou-se a uma poltrona e ouviu na hora o telefone vermelho tocar.  Era o presidente de uma poderosíssima emissora de tevê (cujo nome - vejam só! - esqueci completamente):
- Sou eu, o... Tudo bem?
- Oi!!!!  Tudo bem, meu querido?!!!!!
- Lembra pra mim qual foi o teu último índice de aprovação.
- Puxa, foi humilhante... nove por cento.
- Vou encomendarr uma outra pesquisa e, dependendo da percentagem positiva, mando colocar o algarismo zero à direita, ou seja, se você tiver 9%, sobe pra 90.  Se tiver 10, subo pra 100.  Se houver uma caso mais complicado, como por exemplo 17%, mando inverter pra 71...
- Puxa, muito obrigado....!!!!!!
Uma pequena pausa, a presidente levanta uma dúvida:
- Mas e se a as pessoas não acreditarem, se a oposição encomendar outras pesquisas?
- Minha SEGUNDA medida vai ser tornar você âncora de todos os meus programas jornalísticos, e assim você vai poder formar opinião sobre você mesma e seu governo. A PRIMEIRA vai ser demitir o digitador por erro de digitação. 
Nos dias seguintes, em agradecimento e para assegurar o apoio  divino, Dilma passou a ser frequentadora assídua das missas do padres Marcelo Rossi e a cantar sempre em dueto com o padre Fábio de Melo.


Barão da Mata









sábado, 1 de agosto de 2015

SE DILMA NÃO SOFRER "IMPEACHMENT", PREPAREM-SE: VAI DAR GOLPE! VAMOS SER OUTRA VENEZUELA


                                




Sempre ouvi dizer (concordando plenamente) que o passado, quando esquecido, tende a se repetir.  As sociedades não podem viver sem memória histórica, ou seja: haver nascido após o fim de determinado processo político não desobriga nenhuma população de conhecê-lo, justamente para evitar que  este ressurja.
Nasci em 1958, tinha portanto 6 anos em 1964, mas a pesquisa me fez deduzir que o ensaio pré-golpista do governo Dilma, por assemelhar-se ao daqueles idos, é bastante sintomático.  
Ninguém pode dar um golpe sem respaldo de alguns setores, e os militares e o poder econômico fizeram maciças campanhas na mídia, respaldaram-se no Congresso, na Justiça e em líderes políticos de grande projeção, como Carlos Lacerda, governador do antigo Estado da Guanabara, atual Rio de Janeiro, Magalhães Pinto, governador de Minas, que conduziu tropas até o Rio.  Foi assim criada a grande atmosfera que permitiu a derrubada do então presidente João Goulart: os militares tinham o apoio da mídia, que formou a opinião da população, o da maioria dos congressistas, além do silêncio do Judiciário, que percebeu bem que uma batida de martelo tem bem menos força do que um tiro de canhão.  Foi  justamente um ano depois que nasceu a TV GLOBO. As Organizações só contavam antes com o jornal O GLOBO e a emissora de rádio do mesmo nome e suas afiliadas, entidades já antes alinhadas aos golpistas. A concessão foi um presentaço de Papai Noel dado pela regime.
Neste momento Dilma se respalda no STF, onde ostenta folgada e confortável maioria.  Conta com uma base aliada e um Congresso que, embora hoje rebeldes, são muito sensíveis a agrados e "mimos", como verbas, cargos e coisas  do gênero.   Sabendo disto, já tem ela trabalhado no sentido de conter as insatisfações dos políticos.  Não será difícil obter o apoio da maioria.  Assim, o PMDB (principalmente) pretende mantê-la onde está até o final do mandato, justamente pelas benesses que já recebe e ainda receberá.  Quanto à mídia, o Jô Soares, excelente garoto de recados dos Marinho, foi ao Palácio da Alvorada e deu um programa inteirinho à presidente e à sua defesa, com o fito de resgatar-lhe a aprovação, hoje em minguados 7%.  Depois a mandatária esteve no programa da Ana Maria Braga (Não vi. Será que fritou batatas?).   Não demora e vai estar no Faustão e ainda vai ser comentarista dos jogos de futebol da emissora.  Hoje, quando a Cristiana Lobo se refere a ela, só falta falar "coitadinha" e ainda age como porta-voz do Planalto.  A dúvida que a empresa da política nada versada deixa é: conseguirá com o amparo da Globo recuperar a simpatia popular?  Não sei, mas, se não, eu respondo com uma máxima irônica do falecido mestre Millôr Fernandes: "Opinião pública é aquela que se publica." Precisa mais? Não é necessário sustentação popular: Nicolás Maduro não tem e continua governando com poderes absolutos.
Vou até contar uma "pérola" sobre o ditador venezuelano.  Como este tem sido sempre alvo de protestos e manifestações, baixou uma resolucão que permite às suas forças armadas e polícias atirar em manifestantes para matar: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/206122-venezuela-autoriza-atirar-contra-protesto.shtml .  http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/maduro-decide-mandar-bala-em-manifestantes-nossas-esquerdas-aplaudem/ .  Entendem agora onde fica a opinião pública?  Em outras palavras, as coisas podem acontecer, e a imprensa não publicar ou maquiar.  
O que não é difícil, se a Globo tentou fraudar as eleições estaduais no Rio de Janeiro em 1982, tentando colocar Moreira Franco no Palácio Guanabara e evitar a posse de Leonel Brizola.  A afinação global com as ditaduras sempre foi tão íntima, que uma vez, procurado por uma autoridade militar que queixava-se de o jornal O GLOBO ter comunistas, o imperador Roberto Marinho respondeu-lhe: "O senhor cuida dos seus comunistas, e eu cuido dos meus."
Dentro deste contexto, entretanto, os que respaldam Dilma não vislumbram ainda outros riscos: ela pode mais tarde fechar o Congresso, fazer valer a lei de regulação da mídia que prometeu em sua campanha de 2014, assim como Ernesto Geisel fechou o parlamento e impôs a Reforma do Judiciário.  Assim V. Excia. calaria as oposições, os veículos de comunicação e ainda de sobejo poderia  limitar em muito a liberdade de ação e movimento do Judiciário.
Há porém uma diferença dos dias de hoje em relação aos tempos da ditadura.  Naquele tempo o cérebro do regime era o Golbery do Couto e Silva, general de maldade, cultura, brilho e talento político inquestionável, conhecido nas esferas políticas como "o bruxo", pela sua capacidade de articulação e maquiavelismo; e os presidentes militares não cometiam erros políticos crassos que Dilma comete por ser absolutamente despreparada para o exercício da chamada  "arte"  da política.  E ainda pra piorar vamos ter por detrás da cena, no lugar do Golbery, o Lula?!  Acho que o regime de exceção que se desenha no horizonte  será muito pior do que o de 1964 a 1984.  Imagine um golbery analfabeto com a batuta na mão?
A possibilidade de golpe é, a meu ver, um plano B que o PT já tem na manga  há muito tempo, porque , ainda em 2013, uma vez conversei com um jornalista petista, e este, além me ter dado um banho de conhecimentos, pelo tom  autoritário com que falou, me fez sentir que o partido fica no poder para sempre, custe o que custar a quem quer que seja.

Barão da Mata

domingo, 5 de julho de 2015

"CAMISINHAS" PeTê


Neste tempo de crise econômica,  não desperdice dinheiro. 
Use as "camisinhas" recondicionadas PeTê.  As "camisinhas" PeTê, além de recicladas, são também reutilizáveis, durando 12, 16, 20 anos ou a vida inteira. E mais: são as de maior elasticidade de mercado, sempre adequando-se perfeitamente ao tamanho em que o órgão  esteja: é por isto que PeTê nunca sai.  Não se esqueça: "camisinhas" PeTê(!), aquelas que não saem de jeito nenhum!

Barão da Mata

sábado, 20 de junho de 2015

ROMPIMENTO DE CASAL BEM-EDUCADO

- Obrigada mais uma vez.
- Não agradeça.
- Sei que meu agradecimento não vai demover  você de sua decisão...
- Eu não poderia reconsiderar... sobretudo porque é ainda mais difícil para um quarentão como eu voltar atrás diante de fatos tão graves.  Feriu meus brios ver você beijar longamente aquele homem no salão.
- Foi um ímpeto, Mário Alberto, além do fato de eu estar um tanto alcoolizada naquele momento...
- Calculou errado meu tempo de permanência no "toilette"...
- Já disse, Mário Alberto, foi um ímpeto.
- Mas seus ímpetos me parecem duradouros, se vi no seu celular o whtsapp daquele sujeito...
- Foi coisa de momento...
- ... que iria se prolongar, pois ele enviou-lhe mensagem sensual com endereço residencial e tudo..
- Perdão, Mário Alberto! Sei que você está sendo definitivo e inarredável, mas ainda assim quero que saiba que estou profundamente envergonhada e arrependida.
- Está tudo bem, Sandra Helena.  Não ficaremos inimigos.  Se eu encontrá-la casualmente, vou cumprimentá-la e parar por curtos momentos, mas não espere que eu a convide para tomar um suco ou um vinho.
- Eu entendo.  Assumo a minha culpa e o compreendo perfeitamente.
- Bem! Sendo assim, já estou indo.  Adeus, Sandra Helena.
- Adeus, Mário Alberto. 
- Fique bem. Felicidades.
- Mário Alberto!
- Sim?
- Você é um "gentleman"!
- Sandra Helena!
- Sim?
- Você é uma vagabunda!

Barão da Mata

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A AMANTE INTERESSEIRA E A REBELDIA DA BASE ALIADA DO GOVERNO


Não há insatisfação ante os projetos e medidas  impopulares e tecnocráticas do Palácio do Planalto.  Os grupos que sustentam (ou sustentavam e ora não vêm sustentando) estão, à exceção do odiento Eduardo Cunha, que perdoa o governo ter tentado po rmeio de expedientes nada elogiávis barrar sua ida à presidência da Câmara Federal... Esses aliados, como bons fisiológicos, estão agindo como a amante interesseira, que alegam desatenção e falta de carinho dos amantes para não lhes dar os tão desejados afagos e prazeres, quando querem presentes mais caros.  Aquela velha história:
- Você não me gosta mais, não sabe me dar valor.  
Até que um dia o homem traz um belo e caríssimo  colar de esmeraldas... e é coberto de beijos pela interesseira mulher.
Noutras palavras, a base aliada está sofrendo da SÍNDROME DA MULHER MAL PRESENTEADA!

Barão da Mata



sexta-feira, 22 de maio de 2015

O BOTEQUIM DE ONTEM COM SUAS GAFES E PASSAGENS ANEDÓTICAS

Lá pelos meados dos anos 1980, costumávamos, eu, meu cunhado Minelli e meu irmão Carlos, beber algumas cervejas num botequim que ficava bem defronte a um açougue da Vila da Penha, onde, após degustar algumas, o marido de minha irmã sempre comprava algo como uma linguiça, moela ou coisa parecida.  
Numa ocasião, o Minelli, que na semana anterior perguntara ao açougueiro sobre testítulos de boi e obteve a promessa de que encontraria as gônadas naquele dia, percorreu com os olhos toda a vitrine e todo o panorama do açougue e, com uma certa veemência, perguntou ao comerciante:
- Cadê os culhões?
Não perdi a oportunidade de dar um risinho maldoso que contagiou todos os poucos presentes naquele momento.  Pela pouca intimidade que tinham entre si, o Minelli e o dono do negócio também riram, mas que ficaram constrangidos, ficaram.
Ainda pelos anos 1970, o Garrido, que bebia sempre com meu pai e meus irmãos (eu, quando participava, ficava sob os esporros do meu irmão mais velho, o Diógenes - mas bebia assim mesmo), inventou uma nova espécie de caipirinha. Mandava misturar gim com limão, bastante açúcar, colocar num pequeno cálice, deixar uma azeitona e uma rodela da fruta mergulhada e uma colher para ir desmanchando-a: deu a ela o nome de "cagalhufa".  Cagalhufa não sei por quê, mas que na época o nome pegou, pegou.
Acontece que este personagem uma vez queria beber, mas antes queixou-se pra o meu irmão Carlos  de que amanhecera com umas dores chatas num dos rins.  Convertido imediatamente numa espécie de médico leigo, prático em medicina ou sei lá o quê,  o Carlos receitou-lhe um remédio, e o adoentado foi direto à farmácia, comprou a medicação, usou-a, sentiu um magnífico alívio e fez o elogio:
- Puxa, Carlinhos, esse  remédio é bom mesmo...
Bebeu à vontade, saiu um momento para ir ao banheiro e, quando voltou, queixou-se:
- Carlinhos, que diabo de remédio é esse que você me ensinou?
- Por quê? - quis saber o Carlos.
- Fui mijar, já tinha um cara no mictório e, quando eu comecei, ele ficou olhando prá minha cara, porque o mijo saiu azul.
Numa outra oportunidade, estava eu, já com meus vinte e  poucos anos, entre meu pai e o Esteves, que era um tremendo gozador, e resovi contar um sonho esquisito que tivera com meu genitor.  Como naquele tempo tudo que era sonho  era motivo pra jogar no "bicho", comentei:
- Pai, tive esta noite um sonho que era pra dar  porco ou veado.
Quando o Esteves interveio:
- Então já sei! Sonhou com o Braga (meu pai)!
- E foi mesmo! - confirmei.
Ao que o Esteves, já soltando algumas gargalhadas, obervou:
- Não quero dizer com isto que teu pai seja porco, não, hem?
Esse mesmo Esteves, uns cinco anos antes, após um partida de futebol em que os frequentadores do boteco da Penha enfrentaram os funcionários da garagem da extinta CTC, estatal de transportes coletivos (Cia. de Transportes Coletivos) , fez outra das dele.
O time do boteco, composto por homens casados, maduros em sua maioria e em outra parcela não muito afinados com a bola, apanhou dos jovens, treinados e fortes funcionários da garagem, por 8 a 0.  O time era tão sem condições, que até pra mim teve vaga.  Lembro-me até de que vi a bola rasteirinha na meia-lua, à minha disposição.  Custei a acreditar e, quando me dei conta de que era minha, dei  o primeiro passo pra correr e chutá-la dentro do gol. Mas, numa fração de segundo antes de eu chegar, um brutamontes de seu metro e noventa e corpulento feito um leão-de-chácara, deu um pontapé na pelota e a fez sumir no mundo.  Chegasse eu um pouquinho antes e teria voado com ela e o meu corpo de 1,75 h e uns 62 kg na época.  Quando momentos depois olhei pra trás, vi meu pai, 1,67 m e uma muito bem arrredondada barriga, de boné,  defendo o nosso gol.  Não demorou muito e alguém chutou uma bola alta.  O goleiro (meu pai) apavorou-se com a bicha que achava que entraria acima de onde ele alcançaria e começou a sacudir os braços.  Acontece que ela passou por entre os seus braços. 
Terminada a partida, durante os comentários que são de praxe, meu pai se defendia pro Esteves:
- Olha, mas que eu agarrei bem, agarrei.
O Esteves  colocou um braço no ombro do meu pai:
- Braga... com todo o respeito que eu te devo... vai t... no c...
Não havia ali nenhum abuso ou desrespeito por parte do Esteves.  Era mera gozação mesmo.  Coisa de pessoas que tinham muita initimidade umas com as outras.  Jamais entre eles houvwe uma discussão feroz, como acontece em muitos episódios de que a gente vive tomando conhecimento.
Outra figura interessante era o seu Antônio da farmácia, apelidado pelos outros de Zé Porreta (também não sei o motivo).  Num Carnaval bem remoto, em que, como de praxe, as passistas do "Bafo da Onça" se preparavam para o desfile no bar embaixo do prédio onde eu morava (e sob a tanga usavam calcinha íntima mesmo!), o seu Antônio encantou-se tanto por uma delas, que fez-lhe um pedido:
- Deixa eu dar um beijinho no teu umbiguinho?
Cordial, a moça permitiu, e o Zé Porreta deu o beijo desejado.  Tudo teria sido magnífico se o namorado da mulher não houvesse chegado na hora e quase batido no farmacêutico.
Era uma turma que frequentava os bares, bebia sempre unida e era extremamente  divertida.  Eram uma síntese do que eram os bares cariocas naqueles tempos.
Tinha também o Cuca, que não fazia parte da turma mas era muito engraçado.  Mulherengo, conquistador, gostava de falar de seus feitos na cama com as mulheres para os seus interlocutores.  Certa noite, numa roda que comentava suas "bravuras" sexuais com fêmeas criativas e insaciáveis.
- Eutambém adoro fazer pederastia.
Não era eu "rouxa" para corrigi-lo naquele momento,  mas que ri bastnte por dentro, ri.
Meu pai, o Minelli, o Esteves, seu Antônio e meu irmão Diógenes morreram.  O Cuca e os que não mencionei não sei que fim levaram.  Só sei que tudo deixou um profundo sentimento de nostalgia.  Ficam em mim muita saudades daquelas pessoas e daqueles tempos.  Sei que a vida anda sempre para a frente e os tempos passados jamais voltam.  Mas que as saudades ficam, ficam, e são quase como feridas.

Barão da Mata

P.S.: Dentre os mortos destas histórias conto agora o meu irmão Carlos, por câncer, em 06 de julho de 2015.

13/07/2015

B.M.

domingo, 17 de maio de 2015

A DOLEIRA, OS GLÚTEOS E O LIRISMO DOS POLÍTICOS

Num depoimento alegre e descontraído à CPI do Petrolão, a doleira Nelma Kodama exibiu à plateia a região glútea coberta por uma calça "jeans", afirmou ter tido um envolvimento  arrebatador e vulcânico com o doleiro Alberto Youssef (Nossa! Como tem dólar nessa história!) e ainda cantou  um trecho de "Amada Amante", do Roberto Carlos, sendo acompanhada no canto por alguns membros da comissão.  Assim, deduzi:

 ou no Brasil as CPIs não são sérias, ou S. Excias. são muito românticos.


Barão da Mata