Leonel Brizola era um político muito hábil e com uma grande capacidade de livrar-se de situações embaraçosas. E tais circunstâncias não lhe faltaram em toda a vida política, sendo uma delas numa entrevista que deu a um grupo de entrevistadores imagina de que emissora... Da "Rádio Globo"! Era início de 1989, ano eleitoral, e a "Globo", enquanto tentava (e conseguia) convencer o Brasil de que Collor era Jesus Cristo que retornara, aliava-se aos militares (que odiavam Brizola visceralmente) e a todas as forças de direita e extrema-direita para não permitir de modo algum que o político gaúcho ganhasse aquela eleição. Para esses grupos, se o ex-governador perdesse no pleito, seria bom, mas, se tivesse a candidatura cassada, melhor ainda. Foi com esse intuito, então, que um dos entrevistadores, num dado momento, indagou-lhe sobre o que achava do episódio à época recente, em que um general fora preso pelo alto comando das forças armadas por ter feito críticas ao governo federal. Brizola, experiente, velha raposa, nem titubeou para responder:
--Certas questões são como fogueira de São João: é melhor passar por cima (pular).
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