Só para ilustrar: entre o fim dos anos 60 e início dos 70, o meu pai, que era marítimo, esteve em Mar Del Plata, Argentina, num cargueiro do extinto LLoyd Brasileiro, e viu que no convés, no momento da descarga, um argentino do porto de lá dirigir-se a um estivador brasileiro chamando-o por macaquito. O brasileiro xingou o portenho de tudo quanto foi nome e, não estivesse na terra do outro, provavelmente ter-lhe-ia dado uma boa surra.
Não condeno o tratamento "macaco" pelo animal, que é magnífico como todos os animais, mas pela intenção de depreciar, ridicularizar, humilhar e espezinhar. Entretanto, como os tempos são outros, em que temos muitos deploráveis e ridículos bolsonaristas idólatras do deplorável e ridículo Javier Milei, que por sua vez é idólatra do deplorável e ridículo Trump, tudo porque todos esses são extremistas de direita, até saci com oito pernas passa a fazer sentido.
Barão da Mata
Fotos do Google: 1-torcedor da Argentina na Bahia, imitando macaco, 2- pai da mulher que foi presa no Brasil por dirigir-se a brasileiros imitando macaco, também imitando macaco no momento em que a filha, logicamente já liberta, chegou a casa (numa atitude baixa e provocativa), 3-a filha do sujeito.


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